Ataque DDoS: como proteger sua rede

Atualmente, todas as atenções estão voltadas à proteção de dados e isso se deve, principalmente, ao aumento significativo de ataques cibernéticos em todo o mundo.

Contudo, existem diferentes ciberataques, hoje em dia, e nem todos têm o objetivo de invadir ou sequestrar dados. Alguns ataques, como no caso daqueles de DoS ou de DDoS, sobrecarregam os servidores até deixá-los inativos por um período de tempo.

Mas, mesmo que o alvo seja outro, isso não torna esse tipo de ataque menos nocivo aos sites que você acessa.

Neste artigo, você vai entender o que é DDoS, seus tipos, como funciona e como se proteger de maneira adequada.

Acompanhe!

O que é ataque DDoS

Um ataque distribuído de negação de serviço (DDoS), ou Distributed Denial-of-Service attack em inglês, é uma tentativa maliciosa de tornar um serviço on-line indisponível para os usuários, geralmente interrompendo ou suspendendo temporariamente os serviços de seu servidor de hospedagem.

Um DDoS attack é lançado a partir de vários dispositivos comprometidos, geralmente distribuídos globalmente no que é conhecido como botnet.

Ele difere do ataque de negação de serviço (DoS), pois usa um único dispositivo conectado à Internet para inundar um alvo com tráfego malicioso. Essa nuance é a principal razão para a existência dessas duas definições, que, apesar de similares, são diferentes.

Ataque DDoS

Tipos de ataques de DDoS

De um modo geral, existem três tipos de DDoS:

Ataques baseados em volume

Os ataques DDoS baseados em volume são os mais comuns dos três. Para realizar esse ataque, os hackers utilizam muitos computadores e conexões de internet (geralmente distribuídos em todo o mundo) para inundar um site com tráfego, de modo que uma quantidade esmagadora obstrua a largura de banda disponível do site.

Como resultado, o tráfego legítimo não consegue passar e os hackers conseguem derrubar o site com sucesso. Os ataques baseados em volume são medidos em bits por segundo (bps).

Ataques de protocolo

Os ataques de protocolo visam esgotar os recursos do servidor em vez da largura de banda. Eles também têm como alvo o que é conhecido como “equipamento de comunicação intermediário”, que em termos mais simples se refere a intermediários entre o servidor e o site, como firewalls e balanceadores de carga (load balancers).

Os hackers sobrecarregam os sites e esses recursos do servidor fazem solicitações de protocolos falsos para consumir os recursos disponíveis. A força desses ataques é medida em pacotes por segundo (pps).

Ataques de camada de aplicativo

Geralmente, os ataques de camada de aplicativo exigem menos recursos do que ataques baseados em volume e ataques de protocolo. Esse tipo de ataque visa vulnerabilidades em aplicativos (daí seu nome), como Apache, Windows e OpenBSD.

Os ataques de camada de aplicativo derrubam servidores fazendo um grande número de solicitações que parecem legítimas a princípio, imitando o comportamento de tráfego de um usuário.

Mas, como os ataques da camada de aplicativo visam apenas pacotes de aplicativos específicos, eles podem passar despercebidos.

O objetivo é interromper funções ou recursos específicos de um site, como transações on-line. A força desses ataques é medida em solicitações por segundo (rps).

Como funciona um ataque DDoS?

Os ataques DDoS são lançados usando uma rede de máquinas que operam juntas sob os comandos dos criminosos. Esses dispositivos comprometidos formam o que é chamado de botnet DDoS, que faz o trabalho de enviar o fluxo de tráfego malicioso para o recurso de destino.

Essa rede de máquinas podem incluir laptops, dispositivos móveis, PCs, servidores ou dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e podem ter sido comprometidos por invasores, que se aproveitam das vulnerabilidades de segurança e injetam malware neles sem o conhecimento dos proprietários desses aparelhos.

O processo de lançamento de um ataque DDoS funciona assim:

  • 1. Primeiro, o hacker assume o controle dos dispositivos após infectá-los com malware;
  • 2. Uma vez que o botnet tenha sido criado, instruções específicas são enviadas remotamente a cada bot para realizar um ataque. Se o destino for uma rede ou servidor web, cada bot envia solicitações para o endereço IP do servidor;
  • 3. Em seguida, todos os bots tentam acessar algum recurso ou serviço que a vítima disponibiliza on-line.

Como cada bot é um dispositivo legítimo na Internet, o tráfego gerado pelo botnet DDoS parece normal, o que dificulta a missão de separar o tráfego legítimo do contaminado para o servidor.

Alguns ataques DDoS atuais envolvem também um pedido de resgate em dinheiro para que a ofensiva seja interrompida.

Além disso, nem sempre eles possuem alvos específicos. Atualmente, os ataques de DDoS também miram em serviços de hospedagem de nuvem, com o objetivo de atingir (por mais difícil que seja) diversos clientes em simultâneo.

Como se defender de um ataque DDoS?

O Brasil em 2021 esteve entre os três maiores países que serviram de host para redes de botnet DDoS, demonstrando que as empresas precisam ficar atentas a esse tipo de ataque.

E a segurança da rede é essencial para interromper qualquer tentativa de ataque DDoS. Como um ataque só tem impacto se um hacker tiver tempo suficiente para acumular solicitações, a capacidade de identificar um DDoS antecipadamente é vital para controlar e mitigar a ofensiva.

Você pode contar com os seguintes tipos de segurança de rede para proteger sua empresa contra tentativas de DDoS:

  • Firewalls e sistemas de detecção de intrusão que atuam como barreiras de varredura de tráfego entre redes;
  • Antivírus e antimalware que detecta e remove vírus e malware;
  • Segurança de endpoint que garante que os endpoints de rede (desktops, laptops, dispositivos móveis, entre outros) não se tornem um ponto de entrada para atividades maliciosas;
  • Ferramentas de segurança da Web que removem ameaças baseadas na Web, bloqueiam tráfego anormal e procuram assinaturas de ataques conhecidos;
  • Segmentação de rede que separa os sistemas em sub-redes com controles e protocolos de segurança exclusivos;
  • Usar o monitoramento contínuo (CM) para analisar o tráfego em tempo real é um excelente método para detectar vestígios de atividade DDoS.

Segundo relatório da Cisco, o número total de ataques DDoS dobrará de 7,9 milhões em 2018 para 15,4 milhões em 2023.

Portanto, é fundamental investir em cibersegurança para proteger a sua empresa dessas e outras ameaças.

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