Estratégias de migração para nuvem: conheça os 7Rs

Adotar o poder da nuvem tornou-se indispensável para ter sucesso na era digital de hoje, especialmente quando as organizações migram cada vez mais seus sistemas para a nuvem para impulsionar o crescimento.

De acordo com o Gartner, até 2024 mais de 45% dos gastos com TI passarão de soluções tradicionais para uma nuvem corporativa.

Mas, apesar dos investimentos na cloud computing, uma em cada três empresas não consegue perceber seus benefícios de acordo com o relatório Unisys Cloud Success. A estratégia de migração para nuvem é um assunto complexo. Então, como evitar uma falha de projeto?

A resposta está no planejamento adequado e na seleção da abordagem de migração. Este post tem como objetivo fornecer uma melhor compreensão de estratégias de migração para a nuvem.

Aproveite o conteúdo!

Quais são os 7Rs de uma estratégia de migração para nuvem?

As sete estratégias comuns de migração para a nuvem são operações de Rehost, Replatfor, Repurchase, Refactoring, Retire e Retain. O Gartner introduziu os primeiros 5Rs de migração para a nuvem em 2011. Com o tempo, isso evoluiu para os 6Rs, que recentemente avançaram para os 7Rs.

Conheça todos eles abaixo:

1- Rehost (Rehospedar)

Rehosting é uma estratégia de migração para nuvem também conhecida como “lift and shift”. É uma solução rápida para migrar para a nuvem e mover aplicativos, sistemas e dados com pouco esforço. A Rehospedagem é popular para migrações iniciais porque envolve a movimentação de servidores físicos e virtuais existentes para uma solução IaaS (Infrastructure as a Service).

O modelo IaaS hospeda a infraestrutura normalmente encontrada em sites e oferece um ambiente virtualizado por meio de uma camada de hipervisor. A Rehospedagem pode levar as empresas a rearquitetar no futuro, uma vez que uma operação baseada em nuvem esteja em vigor.

2- Replatform (Replataforma)

Às vezes, organizações bem estabelecidas têm um sistema legado que é estruturado demais para migrar para plataformas de nuvem IaaS. Em vez de alterar o núcleo das aplicações, elas são emuladas por meio de uma máquina virtual para que os sistemas de TI legados possam se tornar compatíveis com as tecnologias de nuvem modernas.

A Replataforma é uma opção muito melhor para empresas que não podem reestruturar os sistemas legados de TI no momento da migração para a nuvem. Na prática, essa estratégia permite que se faça algumas alterações de configuração para melhor se adequar ao ambiente de nuvem, sem alterar a arquitetura principal. Os desenvolvedores, geralmente, aplicam essa abordagem para alterar a maneira como se interage com o banco de dados para que possam ser executados em plataformas gerenciadas.

3- Repurchase

A Recompra, também conhecida como estratégia “drop and shop”, substitui a aplicação on premise por um software nativo da nuvem. Normalmente, essa abordagem consiste em mudar para uma plataforma de SaaS (Software as a Service) com os mesmos recursos.

Efetivamente, às vezes isso envolve uma alteração de licenciamento – você descarta a licença existente no local e inicia um novo contrato de licença com o provedor de nuvem para sua solução. A versão em nuvem mais recente e atualizada oferece um valor melhor com maior eficiência, economia no armazenamento e custos de manutenção.

4- Refactoring/Re-architecting (Refatorar/Rearquitetar)

O método de Refaturar ou Rearquitetar envolve desenvolver os sistemas do zero para torná-los nativos da nuvem. Essa estratégia permite aproveitar todo o potencial das tecnologias, como arquitetura de microsserviços, sem servidor, contêineres e balanceadores de carga.

Por exemplo, você pode Refatorar ativos ao mover seus ativos digitais de uma arquitetura monolítica local para uma arquitetura totalmente sem servidor na nuvem. Essas estruturas são escaláveis, ágeis, eficientes e retornam ROI a longo prazo, mesmo nos mercados mais competitivos.

A abordagem é a mais intensiva em recursos e demorada em comparação com outras. O importante é priorizar partes menores e, em seguida, refatorá-los. Além disso, essa estratégia permite que as aplicações herdadas sejam executadas no local enquanto você reconstrói na nuvem para evitar o reconhecimento.

5- Retire (Aposentar)

A aposentadoria é uma opção de estratégia de migração para nuvem em que se ‘desliga’ serviços ou workloads que não são mais necessários. Sua desativação permite que a organização se concentre em áreas que oferecem mais valor comercial, economizando recursos.

6- Retain (Reter)

A Retenção, também conhecida como re-visit, consiste em revisitar algumas partes críticas de seus ativos digitais que precisam de uma quantidade significativa de refatoração antes de migrá-las para a nuvem.

Eventualmente, você pode descobrir que algumas aplicações são mais adequadas para ainda serem usadas localmente ou foram atualizadas recentemente e precisam ser mantidas. Em outros casos, os sistemas são retidos devido aos requisitos de latência, conformidade ou restrições regulatórias.

7- Relocate (Realocação)

A Realocação é outra abordagem centrada em infraestrutura, mas, desta vez, aproveita o mesmo conjunto de componentes básicos. Assim como na Rehospedagem, o software em execução nas máquinas virtuais migradas permanece inconsciente de que algo mudou.

Nesse caso, no entanto, as ferramentas e processos operacionais existentes também podem ser mantidos, mesmo que dependentes de produtos de terceiros. Esse tipo de migração, geralmente, pode ser realizado por uma equipe de operações devidamente qualificada, sem envolvimento de desenvolvedores de aplicativos.

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São vários os caminhos viáveis e as estratégias de migração para a nuvem que podem ser exploradas. Com tantas opções, você corre o risco de tomar uma decisão equivocada investindo mais tempo e recursos do que poderia ser realmente necessário.

A melhor maneira de garantir um processo que não traga complicações futuras e traga todas as facilidades e benefícios da nuvem é contar com a ajuda de um parceiro como a Claranet.

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