Porque a cibersegurança vai ser o diamante das empresas em 2021

Por Edivaldo Rocha, CEO da Claranet

Ao mesmo tempo que a pandemia de Covid-19 trouxe uma aceleração no processo de transformação digital de muitas empresas, a discussão sobre cibersegurança também ganhou os holofotes, uma vez que um dos principais problemas acarretados por essa mudança de comportamento e até dos modelos de trabalho, está na segurança dos dados. Para se ter uma ideia, um estudo realizado pela Betania Tanure Associados (BTA), aponta que apenas 45% das companhias brasileiras já estabeleceram medidas de segurança digital, enquanto 15%, apesar de já as terem, não obrigam os profissionais a cumpri-las.

Isso significa que o processo de digitalização já aconteceu, mas as empresas precisam se atentar aos próximos passos, em especial em como cuidar dos dados e evitar ataques que prejudiquem as operações. Ainda de acordo com a BTA, 40% das empresas nacionais não possuem uma política de segurança digital, sejam essas políticas já estabelecidas ou não.

Todo esse contexto nos explica o motivo de a cibersegurança ser o diamante das empresas em 2021. Se levarmos em consideração que, apenas na primeira metade de 2020 o Brasil sofreu cerca de 20 bilhões de ciberataques, a implementação de medidas eficazes de proteção tem se tornado o primeiro item na lista de prioridades de uma companhia. Vale dizer que já que existem muito mais dispositivos do que pessoas, e os invasores, ou hackers, estão cada vez mais criativos e inovadores e evitar esse tipo de coisa vai muito além de senhas fortes e informações criptografadas.

Os ataques acontecem de diversas formas, como phishing, ransomware ou malware, e por isso as empresas precisam estar cercadas de todas as formas. Utilizar a criptografia, adotar uma política de segurança, utilizar certificados e assinaturas digitais, manter a atualização dos sistemas em dia, adotar uma rede VPN (Virtual Private Network), ter backups em nuvem, estabelecer um plano rigoroso de contingência e acesso a rede, educar os colaboradores de todos os setores, e ter um canal fácil e aberto com o setor de TI da empresa.

Além disso, é importante falar sobre como a Inteligência Artificial terá um papel importante nesse processo. Com ela, conseguiremos ter mais controle sobre os comportamentos digitais de fora e dentro da empresa, o que vai ajudar a identificar qualquer movimentação suspeita.

Qualquer mudança, seja de transformação digital ou implementação do home office, exige que a companhia pense nos próximos passos e no impacto que isso pode trazer para a operação. Vivemos um momento no qual todo cuidado é pouco e as mudanças podem deixar portas abertas e situações favoráveis ao ciberataque.

Edivaldo Rocha, CEO, Claranet Brasil.